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Instituto Estadual de Florestas - IEF

Piracema

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É um fenômeno que ocorre com várias espécies de peixe ao redor do mundo. O nome piracema vem do tupi e significa: pira=peixe e cema=subida. O período da piracema se inicia a partir do mês de novembro e vai até o final de fevereiro do ano seguinte.

Os peixes de piracema, conhecidos também como migradores, necessitam fazer um esforço físico intenso para a subida ao rio. Isso aumenta a produção de hormônios e queima de gordura, melhorando o processo reprodutivo. Alguns chegam a nadar centenas de quilômetros em poucos dias.

Como ocorre o período da Piracema


Antes do fenômeno a natureza já emite sinais, que são percebidos pelos peixes, de que a estação favorável a reprodução está para chegar.  Dias mais quentes, chuvas frequentes e água mais oxigenada fazem com que milhões de peixes machos e fêmeas dispersos pelos rios se agrupem em grandes cardumes, preparando-se para a subida.

As chuvas aumentam o nível dos rios, que transbordam e abastecem as lagoas marginais e alagadiços, permitindo aos peixes chegarem até esses locais ou subir às cabeceiras, locais onde encontram condições ambientais adequadas para desovar: águas mais quentes, oxigenadas e turvas, o que ajuda na proteção contra predadores.

Nesses locais, os animais chegam maduros e prontos para o acasalamento. A fecundação dos peixes é externa e a grande concentração de machos e fêmeas aumentam as chances de fertilização no ambiente aquático. A partir daí milhões de ovos descerão o rio ou ficarão se desenvolvendo nas lagoas marginais que são conhecidas como “berçários” dos peixes.

Estes ovos agora serão vítimas de predadores e, com a escassez de alimento e outras condições adversas, poucas larvas chegarão à fase adulta. A dispersão para as lagoas marginais e remansos permitirão encontrar alimento e proteção.

Nas lagoas marginais ocorre outro fenômeno importante: com acesso a elas, adultos entram para desovar, ovos e larvas que descem à deriva também podem se depositar ali, encontrando abrigo seguro. Os peixes juvenis que se encontravam aprisionados desde o ano anterior se veem livres para repovoar o rio. Por isso é fundamental preservar esses ambientes.

Cansados da jornada, os adultos se tornam presa fácil de predadores. Muitos pescadores se aproveitam desta fragilidade para pescá-los com grande facilidade, contribuindo para a redução drástica dos estoques pesqueiros futuros.

Mesmo antes da piracema, muitas fêmeas que sobem o rio já estão ovadas. É responsabilidade de cada pescador soltá-las ou não, como também praticar a pesca consciente.

O que é proibido e liberado durante a Piracema

Os governos federal e estadual instituem durante a piracema o período de defeso para rios e águas continentais. O período vai de primeiro de novembro a 28 de fevereiro do ano subsequente. Em Minas Gerais é permitida apenas a pesca, sempre com limite de quantidade, de espécies exóticas (de outros países), alóctones (de outras bacias brasileiras), híbridos (produzidos em laboratório), além de poucas espécies autóctones (nativas da bacia).

Os equipamentos permitidos durante o período de defeso são: linha de mão com anzol, vara, caniço simples ou carretilha ou molinete de pesca, com iscas naturais ou artificiais. Para portar o equipamento de pesca e o pescado é importante que o pescador mantenha sua licença atualizada. Procure se informar melhor sobre as normas durante o período de defeso, consultando as portarias abaixo.

 

Anexos:


Portaria IEF 154/2011 (.pdf 458.71 Kb)

Portaria IEF 155/2011 (.pdf 448.61 Kb)

Portaria IEF 156/2011 (.pdf 459.04 Kb)

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