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Instituto Estadual de Florestas - IEF

Documentário sobre Rio Paraibuna é tema de debate em Juiz de Fora

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A secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo, participou na última quarta-feira (24/11) da abertura de Webinário promovido em Juiz de Fora, que discutiu o do filme “Caminho do Mar”, dirigido por Bebeto Abrantes. O objetivo foi debater o impacto das águas do Rio Paraibuna na bacia do Rio Paraíba do Sul, que abastece a cidade do Rio de Janeiro e municípios do entorno, atendendo a cerca de 9 milhões de pessoas.


O documentário longa-metragem, produzido pela Bang Filmes, com direção e roteiro de Bebeto Abrantes, projeto e produção de Juliana de Carvalho, é um “fluvial movie”, que percorre a nascente do Rio Paraíba do Sul, no município de Areias em São Paulo, até sua foz, na praia de Atafona, em São João da Barra, Rio de Janeiro, totalizando cerca de 1.150 km.


“Caminho do Mar” revela o que poucos sabem: que o Paraíba do Sul não é apenas o rio barrento que avistamos da rodovia Dutra. É muito mais do que isso: ele ainda tem momentos de águas correntes, límpidas e piscosas, apesar de todo impacto das ações humanas por décadas e séculos”, destaca Juliana de Carvalho, responsável pela ideia do projeto e produção do documentário.


Projetos de melhorias


Marília Melo participou da abertura do debate e frisou a importância da bacia do Paraíba do Sul, principalmente pela questão do abastecimento. Ela citou os projetos do IEF como o Conexão Mata Atlântica e a recém-firmada parceria com a TNC para pagamentos por serviços ambientais. “Tanto o filme quanto a discussão têm uma relevante importância para proposição de ações na bacia do Paraíba do Sul.”


Já o coordenador do Conexão Mata Atlântica, Marcelo Araki, chamou a atenção para o fato de que vivemos em um ecossistema global. “O Estado trabalha o fomento, o estoque de carbono e a recuperação ambiental e tudo está interligado na melhoria da disponibilidade hídrica”, disse.


Flávio Monteiro, da Agência da Bacia do Rio Paraíba do Sul (Agevap), falou durante o debate sobre os programas Mananciais, Prima e sobre a integração deles com ações dos órgãos ambientais de Minas.


Membro ativo dos Comitês de Bacia Hidrográficas da região e analista ambiental da Unidade Regional de Gestão das Águas (Urga) do Igam em Juiz de Fora, Eduardo Araújo, ressaltou os bons exemplos de Juiz de Fora no tocante ao tratamento de água e da necessidade de reduzir as perdas, reutilizar água e tratar os esgotos.


O debate contou também com a participação de João Siqueira, pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e Renata Maranhão, pela Agência Nacional de Águas (ANA). O filme foi exibido presencialmente e transmitido pelo canal da Bang Filmes no YouTube.


CONEXÃO MATA ATLÂNTICA


As ações do Projeto Conexão Mata Atlântica em Minas Gerais iniciaram-se em 2017, por meio do Acordo entre os Estados e a União, publicado em 2016 e com vigência inicial de cinco anos. Participam das ações em Minas a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad); o Instituto Estadual de Florestas (IEF); a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (Sedectes) e a Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG). O objetivo é recuperar e preservar serviços ecossistêmicos associados à biodiversidade e ao clima em zonas prioritárias do Corredor Sudeste da Mata Atlântica brasileira.


As ações previstas em Minas Gerais envolvem a restauração de florestas nativas e de áreas produtivas nas sub-bacias do Rio Pomba e Muriaé e dos rios Preto e Paraibuna, localizados na Zona da Mata mineira. Estas sub-bacias hidrográficas foram priorizadas no estado de Minas Gerais devido à sua importância na contribuição de água na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, utilizadas para o abastecimento urbano, mas que, no entanto, se encontram degradadas.


Por meio do manejo florestal sustentável busca-se produzir múltiplos benefícios, especialmente de captura e manutenção de estoques de carbono relacionados ao uso da terra e à mudança do uso da terra, favorecendo e incentivando a silvicultura e o incremento da biodiversidade.


A área de atuação do projeto é a Bacia Hidrográfica do rio Paraíba do Sul que abrange parte do estado de São Paulo, atravessando a conhecida região socioeconômica do Vale do Paraíba Paulista, parte do estado de Minas Gerais, denominada Zona da Mata Mineira, e metade do estado do Rio de Janeiro. A região desta bacia que se encontra na Zona da Mata Mineira, possui como principais afluentes os rios Pomba, Muriaé, Preto e Paraibuna.


Conexão Mata Atlântica se une ao Plano Conservador da Mantiqueira


Recentemente, o projeto firmou parceria com a The NatureConservancy (TNC) Brasil, o que irá contribuir para o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) nas áreas de restauração do projeto Conexão Mata Atlântica, garantindo uma maior valorização do produtor rural que contribui diretamente para a redução das mudanças climática. Para mais informações acessar os sites https://conexaomataatlantica.mctic.gov.br/cma/portal/ e

https://conservadordamantiqueira.org/plano/


O objetivo do Conservador da Mantiqueira, desenvolvido pela TNC, é promover a restauração florestal de espécies nativas em cerca de 1.200.000 hectares, na área de influência da Serra da Mantiqueira, nos mais de 280 municípios dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Para isso, será utilizada a expertise do município de Extrema na execução do Projeto Conservador das Águas, primeira experiência brasileira de projeto de restauração florestal utilizando o mecanismo de PSA, bem como o apoio para a implantação do Plano Municipal da Mata Atlântica (PMMA).


Renata Fernandes
Ascom/Sisema

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